FiLLER (Pó Basáltico)

PRODUÇÃO DE LÃ E FRIBAS DE BASALTO:



A lã de basalto é produzida pela fusão da rocha basalto a altas temperaturas (1450ºC) e sua posterior transformação em fibras por centrifugação.



Estas fibras possuem excelente resistência química e à temperatura, além de baixa condutividade térmica associada a uma ótima absorção acústica.



As fibras de basalto (9 – 11 micra) são muito utilizadas em silenciosos automotivos e industriais, em fogões e outras aplicações onde a relação custo-benefício do isolamento termo-acústico seja preponderante.



UTILIZAÇÃO DO FILLER NA NUTRIÇÃO, FERTILIZAÇÃO E CORREÇÃO DE SOLOS PARA AGRICULTURAS:

A Rochagem

A Rochagem é definida como uma prática agrícola de incorporação de rochas e/ou minerais ao solo, sendo a calagem e a fosfatagem natural casos particulares desta prática (LEONARDOS, et. al., 1976). A Rochagem também é considerada como um tipo de remineralização, onde o pó de rocha é utilizado para rejuvenescer solos pobres ou lixiviados. Fundamenta-se, basicamente, na busca de equilíbrio da fertilidade, na conservação dos recursos naturais e na produtividade naturalmente sustentável (THEODORO 2001). Segundo AMPARO (2003), que publicou o artigo Farinha de rocha e Biomassa da Revista Agroecologia Hoje, esta prática ainda é pouco conhecida na agricultura de forma geral. Porém pesquisas tem mostrado que a rochagem permite a correção das mais diferentes deficiências nutricionais de solos tropicais exauridos e intemperizados. As rochas ígneas, entre ela o basalto, formadas por diversos minerais silicatados, representam uma rica reserva destes nutrientes, disponibilizável quando o solo for vivo. As rochas utilizadas podem ser in natura ou semi-intemperizadas, podendo  sofrer processos de britagem, moagem e até mesmo separação. Além de sílica, elas contém um elenco de cerca de 60 a 70 elementos químicos, entre micro e macro nutrientes, além dos oligoelementos úteis.

Processo de Rochagem

 

De acordo com a pesquisas e aplicações bem sucedidas, a aplicação do pó ou farinha de rocha tem as seguintes vantagens:

  • Lenta liberação de nutrientes e baixo risco de lixiviação;
  • Equilíbrio trofobiótico no fornecimento dos nutrientes;
  • Permite a economia de mão-de-obra e custos operacionais;
  • Não acidifica nem saliniza o solo, corrigindo o pH;
  • Evita a absorção de luxúria, no caso do potássio e do fósforo;
  • Diminui fixação do fósforo, incl. pela presença de sílica;
  • Excelente fonte de micronutrientes, essenciais e úteis;
  • A matéria-prima é inteiramente nacional, inesgotável, fácil de ser explorada e encontra-se distribuída em todas regiões do país.

A rocha e o pó basáltico -  A rocha basáltica ou vulcânica moída

 

Os basaltos são considerados rochas básicas, tidas como um importante material de origem de solos, contribuindo para sua fertilidade. Para a agricultura o basalto é uma rocha importantíssima, pois o produto de sua decomposição é uma argila de coloração avermelhada que origina solos férteis. Em nossas pesquisas, o que estamos realizando é somente acelerar o processo de transformação das rochas, moendo esta rocha e antecipando a formação do solo, através da reposição dos minerais ou nutrientes que este perdeu através das chuvas e das colheitas. O pó de basalto consiste na rocha basáltica ou vulcânica, moída.

Por que usar o pó de basalto na agricultura

Produção de Milho

Produção de Morango

Lavoura de Soja

Plantação de   

PRINCIPAIS VANTAGENS:         . 

 

 

autor: DEFESA DO DOUTORADO DO Dr. Eng. Agr. Carlos Cristan

 

  • Por ser pouco solúvel, diminui os riscos de perdas por lixiviação;
  • Presença de macro e micronutrientes essenciais e em equilíbrio;
  • Corrige gradativamente o pH (acidez) do solo;
  • Em conjunto com a matéria orgânica, incentiva a vida do solo;
  • Proporciona um equilíbrio de macro e micronutrientes nas plantas, fortificando-as e diminuindo assim a necessidade de defensivos agrícolas;
  • Diminui a necessidade de uso excessivo de fertilizantes químicos, minimizando assim os riscos ao meio ambiente (contaminação de lençóis freáticos e rios);
  • Proporciona ganho econômico a longo prazo.


    COMBATE A PRAGAS COM EXTREMA EFICIÊNCIA:                                                                                                             Nas duas áreas em que aplicamos o basalto, notei que as lagartas que são pragas de ocorrência normal nesse tipo de plantação, elas não se desenvolveram bem, pois as folhas da soja ficaram mais duras que o normal, devido as altas concentrações de silício encontradas no basalto.

     

    Há estudos aqui no Brasil, como os divulgados pelo engenheiro agrônomo da Embrapa de Mato Grosso do Sul, Oscar Fontão Filho, que apontam que o Silício torna os tecidos das plantas mais resistentes e duros, provocando o desgaste das mandíbulas das lagartas, impedindo-as de alimentarem normalmente e assim acabam morrendo.

     

    No nosso caso, notei que as lagartas morriam jovens e mumificadas pelo ataque de um fungo entopatogênico (fungo causador de doença em insetos) bem provável do gênero Nomuria pelos sintomas que elas apresentavam.

    Creio que esses fungos penetraram nas lagartas através dos ferimentos nas mandíbulas delas, não deixando que chegassem em grande número a fase adulta, e provocando danos pouco significativos com sua alimentação de folhas de soja. 
    Outro aspecto muito importante notado em nosso caso, foi um ataque muito menor que o normal pelo fungo Phakopsora pachyrhizi que causa aqui no Brasil a chamada “ferrugem asiática” da soja.



    Para o controle dessa doença em toda a fazenda , considerada área testemunha, foram necessárias a aplicação duas vezes de fungicidas, enquanto que nas áreas tratadas com basalto apenas uma aplicação de fungicida.

     

    Para fins de realizar observações, deixamos uma área onde foi aplicado o basalto sem realizar nenhum tipo de pulverização visando o controle da “ferrugem asiática”.

    Nessa área em que nenhum fungicida foi aplicado, a doença ficou bem visível no campo, pois se formou um “caminho” de coloração cinza na plantação.


    Área onde não foram aplicados fungicidas formou um “caminho” de cor cinza

    na plantação de soja

     

    Quando realizei a avaliação em separado dessa área que foi apenas tratada com basalto, mas sem fungicidas, a produtividade foi de 32 sacas de 60 kg por hectare (1.920 kg/ha), enquanto que os produtores de soja dessa mesma região que optaram por não fazer nenhum tratamento químico em suas lavouras para o controle da ferrugem asiática, colheram entre 12 e 18 sacas por hectare ( 720 a 1.080 kg ). Ou seja uma diferença muito grande.

    Não quero com isso dizer para os produtores que aplicaram basalto em seus solos, deixarem de usar métodos de proteção contra fungos em suas plantações. O que quero dizer é que neste caso, o basalto proporcionou sim um aumento natural de resistência e de proteção das plantas tratadas.

    Vejas os dados de produtividade que obtivemos na fazenda Campo Alegre em Catalão, Goiás: no LINK ABAIXO

    http://ekosolos.com.br/o-po-de-basalto/